Seminário de Árbitros FIDE em Fermo, Italia

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Um Seminário de Árbitros FIDE será realizado de 04 a 06 de Setembro de 2009, em Fermo, Italia, pela Italian Chess Federation.

Leia Mais… [em inglês]


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Comments (0) jul 22 2009


Seminário de Árbitros FIDE

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De 24 a 29 de Junho de 2009 o Seminário de Árbitros FIDE será realizado no Cairo, Egito, pela Egyptian Chess Federation, sob a supervisão da FIDE.

Leia mais (inglês)…


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Comments (0) jul 21 2009


Capitão da Equipe pode interromper partida de companheiro exigindo que faça proposta de empate?

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Durante uma partida disputada entre equipes, o Capitão pode interromper o jogo de um dos componentes da sua equipe, solicitando que este peça empate ou altere seu estilo de jogo?

O capitão deve abster-se de interromper o jogo do companheiro de equipe e muito menos dizer – “Ofereça empate” ou “Mude seu estilo”. Somente quando indagado por um dos componentes da equipe é que o capitão pode responder: – “sim, você pode oferecer ou aceitar a proposta de empate” ou dizer “não é conveniente propor empate”, ou pode, simplesmente, delegar a decisão ao próprio jogador.
Recapitulando: De acordo com o disposto no FIDE handbook C.06.iv, a função de um capitão de equipe é meramente administrativa. É lógico que o capitão tem poderes para aconselhar os jogadores da sua equipe a fazer ou aceitar uma oferta de empate ou abandonar uma partida, a menos que os regulamentos do evento estipulem de outra forma. Todavia, o capitão deve se limitar a fornecer informações breves, baseadas somente nas circunstâncias referentes à partida. Não deverá dar informação a um jogador relativamente à posição no tabuleiro (sugerir lances, por exemplo), nem consultar qualquer pessoa sobre a situação da partida. Os jogadores também estão sujeitos às mesmas proibições.

[Colaboração: Marcos Antonio Natal Gomes]

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Comments (0) nov 07 2008


Buchholz

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Arbitragem

Arbitragem

Uma das maiores curiosidades em termos de arbitragem nos últimos tempos tem andado à volta do Buchholz, daí que me pareça interessante esclarecer alguns aspectos a este respeito.

A primeira questão tem a ver com a própria definição de Buchholz. Com efeito, habitualmente entende-se Buchholz como a soma da pontuação dos adversários, um conceito introduzido pela FIDE, mas que não corresponde à definição exacta de Buchholz, mas sim a um outro sistema de desempate, que os mais antigos ouviram falar que é o Solkoff, inventado pelo norte-americano Ephraim Solkoff em 1949.

O Buchholz foi inventado pelo alemão Bruno Buchholz, e teria sido aplicado pela primeira vez em 1932. A sua descrição, tanto quanto pude apurar, foi publicada pela primeira vez no Ranneforths Schachkalendar de 1933. De acordo com a definição do sistema (que pode ser encontrada, por exemplo no The Oxford Companion to Chess ou no Larousse du Jeu D’Echecs), o Buchholz corresponde à multiplicação da pontuação de um jogador, pela soma das pontuações dos seus adversários.

Por razões que a razão deconhece a FIDE adotou a terminologia Buchholz para o Solkoff, o que pode originar alguma confusão a quem vá jogar, por exemplo, torneios a França ou ao Reino Unido, onde permanece a terminologia original.

Surgiram adaptações do Solkoff/Buchholz, o mais conhecido é o sistema Harkness, proposto pelo norte-americano Kenneth Harkness, segundo o qual se devia calcular uma mediana do Buchholz. Assim num torneio suiço com menos de 7 rodadas, devem ser retirados o melhor e o pior resultado dos adversários, de 8 a 12, os 2 melhores e os 2 piores, mais de 13 rodadas, os 3 melhores e os 3 piores.

Isto decorria do fato de ser comum nos torneios de sistema suiço haver partidas não jogadas, por faltas nas primeiras sessões, abandonos ou “bye”. Pouco depois, talvez o próprio Harkness (era uma organizador muito empenhado, que inclusivamente inventou um sistema de ranking, que foi adotado pela federação norte-americana entre 1950-1960 – antes do Elo), verificou que tal não era suficiente, introduzindo a noção de Solkoff/Buchholz corrigido, no sentido de ajustar o resultado do Solkoff/Buchholz, de forma a o tornar mais justo. Houve várias versões desta “correcção”, causando algumas diferenças, que seriam resolvidas quando em 1989 a FIDE tomou a decisão de definir e seguir o fator de correcção: por cada partida não jogada, cada adversário marca meio-ponto, para efeitos do Buchholz. Isto significa, por exemplo, que um jogador ALPHA, que faltou à primeira sessão e desistiu de um torneio suiço com 7 rodadas, para efeitos do Buchholz corrigido, conta como tendo obtido um “score” de 3,5 pontos.

Além do sistema Harkness, há ainda dois outros sistemas que podem ser usados com base no Solkoff/Buchholz: O Sistema Brasileiro, em que apenas se retiram os piores resultados, nas mesmas proporções do Harkness, e o Sistema Iuguslavo, em que apenas se têm em conta os resultados corrigidos dos adversários que tenham realizado pelo menos 50% dos pontos do torneio.

Os sistemas do tipo Harkness, Brasileiro, e Iugoslavo, são geralmente referidos como derivações da mediana do Solkoff/Buchholz, na acepção matemática do termo.

Refira-se ainda que desde 1990 a FIDE passou a recomendar outros sistemas de desempate para torneios suiços, designadamente a soma do rating dos adversários (em torneios onde todos tenham ELO) e o progressivo (que os franceses chamam, com mais propriedade de acumulativo, que corresponde à soma do total de pontos obtidos, rodada por rodada, subtraindo os pontos obtidos em partidas não jogadas), deixando cair o sistema Solkoff/Buchholz.

Em termos de aplicações informáticas, os dois programas de emparceiramento mais comuns em Portugal, Protos e Swiss Perfect, permitem algumas variações do Solkoff/Buchholz. O Protos tem várias versões pré-programadas, sendo limitado a essas opções, o Swiss Perfect permite definir como se quer usar o Solkoff/Buchholz, possibilitando qualquer tipo de mediana. Nenhum dos dois admite o sistema Iugoslavo.

(Luís Costa, Federação Portuguesa de Xadrez, Colaboração: Marcos Antonio Natal Gomes)

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Comments (0) out 03 2008


Relógio Digital – ‘Time-Delay’, o que significa isso?

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Uma dúvida sobre o uso de relógios eletrônicos. No caso de torneios com sistema nocaute, é permitido o uso de ‘time delay’? A critério do árbitro ou dos jogadores? Pelo que sei, a Federação Americana regulamentou sobre isso, permitindo o delay de até 5 segundos. Existe no Brasil alguma regulamentação especial sobre relógios eletrônicos?

Em algumas cidades brasileiras são realizados torneios, com relógios digital, geralmente no ritmo de 1h30 para cada jogador com bônus de 30 segundos por lance (modo Fischer), mas o ‘time delay’ é igual a zero.
Acredito que somente nos Estados Unidos sejam realizados torneios com relógios digitais em que se use a opção ‘time delay’.
E talvez somente lá seja regulamentado o limite de 5 segundos de ‘time delay’ para torneios válidos para rating.
O jogador faz o lance, aciona o relógio e o tempo principal do adversário só começa a escoar depois de gastos os 5 segundos (‘time delay’).
Na prática, funciona como uma pausa de cinco segundos, para facilitar o inicio da concentração.
A CBX não editou nenhuma norma específica sobre partidas com o uso de relógio digital, visto que endossa a regulamentação estabelecida pela FIDE.

(AI Antonio Bento)

Colaboração: Marcos Antonio Natal Gomes

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Comments (0) out 01 2008


Arbitragem e Comitê de Apelação

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O jogador “A” apertado no tempo vinha solicitando empate ao árbitro, mas este lhe negava. A posição ia ficando mais vazia e cada vez mais nítido o empate. Porém, o jogador “A” desistiu de pedir empate. Após uma série de lances produziu uma posição em que havia rei e peão contra rei e peão. Os reis estavam para capturar os peões, sendo que em um lance o rei preto tomaria o peão branco e o rei branco tomaria o peão preto.
Contudo, na vez de seu adversário (o jogador “B”) jogar, este notou que havia caído a seta do jogador “A”. Seguiu-se uma polêmica. O juiz deu vitória para o jogador “B”, mas o comitê decidiu por empate e o juiz teve que acatar esta decisão. O jogador “B” acabou se retirando do torneio em sinal de protesto.
Queria saber se a decisão mais correta era a do juiz ou a do comitê, e por quê? Sei que há uma regra que diz que o árbitro pode postergar sua decisão e ainda declarar empate com a queda da seta. Ademais, creio que o jogador “A” deveria persistir na solicitação de empate ainda que sujeito a penalidades, mas tudo para que não perdesse a partida.

Esta ocorrência foi tratada corretamente, segundo as regras da FIDE. Quando um jogador tem posição de vitória ou empate e não dispõe de tempo suficiente, deve solicitar o empate para o árbitro com sua seta ainda em pé. Basta fazê-lo uma única vez, não sendo necessário ficar repetindo. O árbitro pode aceitar o pedido e declarar empate, ou em dúvida pedir para a partida continuar e declarar o empate mesmo após a queda de uma das setas. Também, pode agir como o ocorrido. Neste caso, o comitê de apelação – que é soberano em relação à decisão do árbitro – irá julgar a posição “pos-mortem” e decidir a favor da decisão tomada pelo árbitro ou contrária. Essa decisão final do comitê é incontestável.

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Comments (0) ago 07 2008


Setas caídas

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Num torneio de 30 minutos, dois jogadores disputam um final com grande despreocupação, sem perceberem que as duas setas já haviam caído e sem a menor chance de descobrir qual caiu primeiro. O que fazer nestas situações.

Neste caso específico o árbitro deverá declarar empate, pois ambas as setas estão caídas. Mesmo que o árbitro puder identificar qual seta caiu primeiro, o resultado deverá ainda ser empate, já que no ritmo de xadrez dinâmico a seta é responsabilidade exclusiva do jogador, não cabendo ao árbitro advertir sua queda. E a regra diz que o jogador poderá acusar a queda da seta do adversário e renvindicar o ponto na partida, desde que sua própria seta esteja em pé.

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Comments (0) ago 07 2008


Xadrez Rápido

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No xadrez rápido (entre 15 e 60 minutos) pode ser declarado empate a uma partida em que o jogador com vantagem, mas que por apuros no tempo, solicita empate, quando este:
1. Detém vantagem de várias peças a mais?
2. Possui final ganho?
3. Tem leve superioridade?
Obs.: há árbitros que só consideram empate a partir do momento em que o adversário do solicitante não tiver material para mate, mesmo havendo todas as peças do jogador contra rei e peão (regra do xadrez relâmpago). Muitos jogadores pensam que o empate ocorre apenas por repetição de posição, acordo, afogamento, queda de duas setas e insuficiência de material. O relógio é um acessório. A regra não pode beneficiar o jogador que não se esforça por vencer a batalha no tabuleiro. Acredito que todas essas polêmicas devem ser regulamentadas para evitar as tradicionais discussões na maioria dos torneios.

O árbitro deve declarar empate, nas situações citadas, se o jogador em vantagem posicional solicitar e desde que o pedido seja feita antes da queda da seta. O árbitro pode, inclusive, declarar o empate após a seta ter caído. O que ocorre é que às vezes a posição de empate não é tão clara, ou a vantagem não é tão efetiva, porém se a posição é tão nítida como a que você descreveu, o empate deve ser declarado pelo árbitro.

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Comments (0) ago 07 2008


Opinião de terceiros, seta e lance impossível

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Um jogador (A) tem mais ou menos 3 minutos, no último controle de tempo. O seu adversário (B) tem mais ou menos uns 30 segundos, também no seu último controle de tempo. O jogador (A) faz um lance irregular e o jogador (B) pára o relógio e chama o árbitro para comunicar a irregularidade.

Neste meio tempo em que o árbitro está se dirigindo à mesa, o tempo do jogador (B) cai – ele parou o relógio, só que este estava com defeito e ele não percebeu. Agora o jogador (A) reclama o ganho da partida pela queda da seta do adversário. A dúvida é, em duas hipóteses:

1- O árbitro vinha se dirigindo à mesa e viu que o tempo do jogador (B) caiu antes mesmo que fosse comunicado do lance irregular de (A);

2- O árbitro vinha se dirigindo à mesa e não percebeu que o tempo caiu. Nota: nas duas hipóteses, os diversos jogadores que estavam em volta da mesa viram que quando o jogador (B) chamou o árbitro, ele ainda tinha mais ou menos 30 segundos e que o tempo caiu após o árbitro ter sido chamado. Como proceder?

a) Aumentar o tempo de (B) em 1 minuto e seguir a partida?

b) Considerar a queda no tempo de (B) e dar a vitória a (A)? c) Consultar as pessoas que estavam em volta da mesa sobre o fato do tempo ter caído antes ou depois do árbitro ter sido chamado?

Realmente é uma situação que deixa o árbitro numa bela confusão.
1- Pelas regras de xadrez a opinião de terceiros não deve prevalecer, portanto o fato da platéia opinar, não deve ser preponderante na decisão do árbitro.
2- Se o árbitro viu que a seta estava em pé no momento do lance impossível, e constatou que o jogador tentou parar o relógio sem sucesso, ele deverá abonar o jogador com dois minutos (e não um apenas).
3- Porém, se o árbitro não constatou o fato, ele deverá consultar ambos os jogadores, se for consenso que o jogador dispunha de 30 segundos quando ocorreu o lance impossível, o árbitro deverá abonar dois minutos e seguir a partida. Porém, se não houver consenso entre os jogadores, o árbitro deverá seguir a regra, que diz: para qualquer reclamação, o jogador deverá fazê-la com a seta em pé, e neste caso, no momento da reclamação a seta está caída. Portanto, perde-se o jogo.

Note que o bom funcionamento do relógio é de responsabilidade do jogador testar seu perfeito funcionamento, antes do início da partida.

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Comments (0) ago 07 2008


Má conduta do adversário

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Arbitragem

Durante uma partida meu adversário faz um lance irregular ou toca em uma peça e move outra, e logo em seguida se levanta da mesa sem que eu tenha tempo de lhe comunicar tal feito (talvez por eu ter levantado da mesa também). O que devo fazer então?

O fato de seu adversário se levantar da mesa não anula o lance irregular e conseqüentemente o seu direito de reclamar, neste caso você pode parar o relógio e solicitar a presença do árbitro, sendo que se o adversário confirmar que tocou na outra peça poderá exigir que a movimente, porém se o seu adversário alegar que não tocou na peça o árbitro nada poderá fazer, pois fica a palavra de um contra a do outro jogador, e no Brasil existe uma lei que é pro-réu, ou seja, na falta de provas, absolva! E, esta lei deve ser usada também no xadrez.

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